A expressão de uma doença pode ser compreendida a partir de três pilares principais, que costumamos trabalhar em conjunto: genética, nutrição e expossoma.
O primeiro fator é a genética. Algumas pessoas nascem com uma constituição genética mais favorável, enquanto outras já carregam polimorfismos que as tornam mais vulneráveis a certas doenças. A genética influencia diretamente a imunidade e o funcionamento do corpo como um todo. No entanto, é algo sobre o qual ainda temos pouco controle. Podemos compará-la a um jogo de cartas: você joga com as cartas que recebeu. Embora no futuro possamos ter mais recursos para modificar nossa genética, hoje ainda não é possível alterá-la de forma significativa.
O segundo fator é a nutrição. Neste contexto, os nutrientes que ingerimos funcionam como verdadeiros remédios — ou até mais do que isso. Uma alimentação adequada fornece ao corpo as ferramentas necessárias para manter o equilíbrio, fortalecer a imunidade e prevenir o surgimento de doenças.
O terceiro elemento é o expossoma, um conceito relativamente novo na medicina e na biologia. Ele engloba tudo aquilo a que estamos expostos ao longo da vida — tanto interna quanto externamente. Internamente, o próprio metabolismo gera substâncias tóxicas que precisam ser eliminadas pelo suor, urina, fezes e respiração. Externamente, estamos em contato com diversos agentes potencialmente nocivos, como alimentos contaminados, poluentes e produtos derivados do petróleo. O expossoma, portanto, é a soma dos venenos internos gerados pelo organismo e dos agentes externos com os quais entramos em contato.
Esses três fatores — genética, nutrição e expossoma — são determinantes para o desenvolvimento ou prevenção de doenças. Embora não possamos mudar a genética, temos um grande poder de atuação sobre a nutrição e o expossoma. Por isso, o foco do nosso cuidado e prevenção deve estar nessas duas áreas, onde realmente podemos intervir e fazer a diferença.
